Imigração trava despovoamento, mas fixação é o grande desafio
Trás-os-Montes e Alto Douro conseguiu, entre 2021 e 2025, interromper uma trajetória de décadas de perda populacional, mas os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que a recuperação pode ser mais frágil do que aparenta.

A região entrou numa nova fase demográfica, mas ainda longe de poder falar-se numa inversão estrutural do despovoamento. Entre 2021 e 2025, os distritos de Vila Real e Bragança e os nove concelhos da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro situados nos distritos de Viseu e Guarda ganharam 7.674 habitantes, atingindo 382.734 residentes no final de 2025. O crescimento de 2% foi, contudo, sustentado essencialmente pelo saldo migratório, enquanto o saldo natural permanece fortemente negativo e o envelhecimento continua a agravar-se.
