Estado vai pagar 230 mil euros à família de militar que morreu durante treino
Os pais do alferes de Infantaria João Cardoso, que morreu durante um exercício militar em Lamego, vão receber uma compensação especial do Estado no valor de cerca de 230 mil euros, segundo um despacho publicado em Diário da República.

A indemnização resulta da aplicação do regime previsto no Decreto-Lei n.º 60/2024, que estabelece compensações por morte em serviço. O valor foi calculado com base em 250 vezes a retribuição mínima mensal garantida à data dos factos (920 euros), totalizando aproximadamente 230 mil euros.
O militar, de 23 anos e natural de Mafra, morreu a 26 de janeiro durante a realização de provas do Curso de Operações Especiais, no rio Balsemão, em Penude, no concelho de Lamego. O acidente ocorreu durante um exercício de travessia em ambiente aquático, tendo o jovem sido arrastado pela corrente.
As circunstâncias exatas do incidente continuam sob investigação da Polícia Judiciária Militar, existindo duas hipóteses em análise: uma possível falha do equipamento de segurança ou uma queda após a travessia, já em terra, quando o militar retirava o arnês.
As buscas foram desencadeadas de imediato, mobilizando vários meios de socorro e forças de segurança. O corpo foi localizado na manhã seguinte.
O Exército Português concluiu que o óbito ocorreu em serviço, após um processo de averiguações interno já homologado pela cadeia de comando. Com base nessa conclusão, foi atribuída a compensação aos pais, na qualidade de únicos herdeiros.
