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Ensino prático e empregabilidade marcam aposta da EPA Carvalhais

Num território marcado pela baixa densidade populacional e pelo envelhecimento, a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural ( EPA) de Carvalhais, em Mirandela, continua a afirmar-se como uma referência no ensino profissional do nordeste transmontano.

Ensino prático e empregabilidade marcam aposta da EPA Carvalhais

A aposta na formação prática, a proximidade às empresas e a forte ligação ao setor agrícola têm permitido à escola manter elevados níveis de empregabilidade e captar alunos de várias regiões do país.

Com cerca de 180 estudantes, a EPArecebe jovens não apenas do distrito de Bragança, mas também de concelhos do distrito de Vila Real e até alunos oriundos de países lusófonos, sobretudo de Moçambique. “Temos alunos de várias localidades. Isso mostra que a escola continua a ser procurada e reconhecida”, sublinha Marcelino Martins.

A componente prática é um dos pilares do projeto educativo. Cerca de 75% da formação decorre em oficinas, laboratórios, explorações agrícolas e estágios em empresas. Ao longo dos três anos de curso, os alunos realizam 600 horas de formação em contexto real de trabalho, o que facilita a integração no mercado laboral.

“Os alunos saem daqui preparados para o mercado de trabalho. A formação é muito prática e as empresas reconhecem essa qualidade”, refere Marcelino Martins.

Na área da mecatrónica automóvel, por exemplo, os estudantes têm contacto não apenas com mecânica convencional, mas também com maquinaria agrícola, tratores modernos e tecnologias ligadas aos veículos híbridos e elétricos. Uma especialização considerada diferenciadora num mercado onde continua a existir falta de técnicos especializados.

“Hoje já não basta saber mecânica tradicional. Os alunos têm contacto com tratores modernos, sistemas eletrónicos, híbridos e elétricos. Isso dá-lhes uma vantagem muito grande”, destaca o responsável.

Um dos aspetos destacados pela direção é a forte ligação ao tecido empresarial. “Há empresas que querem contratar os alunos ainda antes de terminarem o curso. Isso demonstra bem a necessidade de mão de obra qualificada que existe atualmente”, afirma.

Para o próximo ano letivo, a EPApretende reforçar a oferta dos cursos de educação e formação (CEF), nomeadamente nasáreas de operador de máquinas agrícolas e cozinheiro, mantendo os cursos profissionais de agropecuária, vitivinicultura, mecatrónica automóvel e cozinha e pastelaria.

De referir que a escola disponibiliza alojamento, alimentação e apoios sociais gratuitos aos alunos, permitindo que jovens de diferentes contextos económicos tenham acesso ao ensino profissional. Para a direção, escolas como a EPA Carvalhais desempenham um papel essencial no desenvolvimento do interior e na qualificação de mão de obra para setores estratégicos da economia regional.

“Se queremos atrair jovens para a agricultura e para os setores técnicos, temos de lhes dar formação moderna, prática e ligada à realidade. É isso que esta escola procura fazer todos os dias”, conclui.

Secções: Edição Impressa, Ensino

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