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Bragança

Centro de Interpretação Ambiental do Baixo Sabor vai contar com novas tecnologias

O Centro de Interpretação Ambiental do Baixo Sabor (CIARA) vai sofrer uma reestruturação significativa nos próximos três anos, com um investimento anual de 25 mil euros, para dotar o espaço de novas tecnologias de informação, foi hoje divulgado.

Centro de Interpretação Ambiental do Baixo Sabor vai contar com novas tecnologias

Segundo Vítor Sobral, secretário executivo da Associação de Municípios do Baixo Sabor (AMBS), entidade que faz a gestão do CIARA, entre as novidades destaca-se uma nova experiência de mesa interativa, um novo jogo através de movimento humano, uma agenda/livro de visitas interativo, no qual os visitantes poderão deixar testemunhos, tirar fotografias e guardar memórias da experiência vivida neste centro educativo.

Estão previstas outras ações como novos jogos ‘quiz’, disponíveis em quatro torres interativas, permitindo aos participantes testar conhecimentos sobre a fauna, flora, património e identidade dos Lagos do Sabor.

Será ainda criado um novo espaço denominado Sala Escura, um ambiente criativo e diferenciador onde os visitantes poderão realizar desenhos fluorescentes nas paredes inspirados no território e na experiência da visita ao CIARA.

“Assim, a brincar, os visitantes continuarão a descobrir a natureza, aprender a olhar e a proteger a imensidão da riqueza que os rodeia, permitindo também sonhar e criar novas memórias sobre este território singular”, vincou Vítor Sobral.

O investimento decorre de uma das medidas compensatórias associadas à construção das barragens do Baixo Sabor, destinada à gestão e exploração do CIARA, reforçando assim a aposta na educação ambiental, inovação tecnológica e valorização deste território único.

O CIARA, que está localizado na aldeia de Felgar em Torre de Moncorvo e que abrange ainda os concelhos de Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, conta com nove anos de atividade e mais de 6.000 visitantes recebidos, sobretudo escolas e famílias.

Está ainda dotado de um Centro de Recuperação Animal e afirma-se como um espaço de referência na sensibilização ambiental, na valorização da biodiversidade e na promoção do Território Inimitável dos Lagos do Sabor, reconhecido pelos seus quatro selos UNESCO (Reserva da Biosfera da Meseta Ibérica, Caretos de Podence, Geoparque Terras de Cavaleiros e o Douro Vinhateiro).

O Centro de Interpretação Ambiental integrado no CIARA nasceu com o objetivo de organizar e promover a cultura científica e tecnológica, assim como a disseminação e difusão do conhecimento sobre o território, marcado pela proximidade ao Parque Natural de Montesinho, ao Parque Arqueológico do Vale do Côa, ao Parque Natural do Vale do Tua e ao Parque Natural do Douro Internacional.

“Perante a evolução das novas tecnologias e das expectativas dos visitantes, surge agora a necessidade de inovar e requalificar o Centro de Interpretação, através da adaptação e criação de novos equipamentos e experiências tecnológicas e imersivas”, referiu Vítor Sobral.

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